O soco racional

"Aqui vemos sonhos tirados de livros"

O que significa ser um revolucionário hoje? (Slavoj Zizek)

with one comment

Debate com Alex Callinicos ocorrido em 2 de julho de 2009, em Londres, durante o evento “Marxism 2009”.

Eu gostaria de começar com Adorno que, no início de seus “Três estudos sobre Hegel”, rejeita esta tradicional e condescendente questão: “o que ainda está vivo? O que está morto em Hegel?”. De acordo com Adorno, tal questão pressupõe uma posição arrogante de um juiz que pode graciosamente considerar “Sim, isto ainda é atual para nós.” Mas Adorno aponta que, quando estamos lidando com um filósofo verdadeiramente grande, a questão a ser levantada não é “o que este filósofo ainda pode nos dizer?”, mas, o oposto: “como nossa situação contemporânea aparece aos seus olhos? Como nossa época apareceria ao seu pensamento?”. O mesmo deve ser feito com o comunismo, em vez de perguntar a óbvia e estúpida questão: “A idéia de comunismo ainda é pertinente hoje? Pode ainda ser usada como ferramenta de análise e prática política?”; deveríamos perguntar, acredito, a pergunta oposta: “Como a nossa situação atual aparece da perspectiva da idéia comunista?”. Esta é a dialética do velho e do novo.

Aqueles que propõe quase que a cada semana novos termos para apreender o que está ocorrendo hoje – sociedade pós-moderna, sociedade do risco, sociedade pós-industrial, sociedade da informação – eles, eu penso, é que perdem o que acredito ser realmente novo. A única forma de apreender o que há de novo no novo é analisar o que ocorre hoje sob as lentes do “o que era eterno no velho?”. Se o comunismo é, para usar o termo de Alain Badiou, uma “idéia eterna”, então ele opera como uma concretude universal hegeliana. É eterno não no sentido de uma série de características abstratas que podem ser aplicadas a qualquer situação, mas no sentido de que tem a habilidade, o potencial de ser reinventado em cada nova situação histórica.

Então – minha primeira conclusão – para ser verdadeiro sobre o que há de eterno no comunismo – a saber, para este caminho para a radical emancipação do trabalho, que persiste por toda história, desde tempos antigos de Spartacus e tudo mais – para manter esta idéia universal viva, ela tem que ser reinventada de novo e de novo. E isto se aplica especialmente a hoje. Em 1990, uma certa época, a época da luta comunista do século XX estava acabada, alguém deveria pensar para que o fim se despedaçasse, alguém deveria lançar as bases para um novo começo. Como Lênin colocou, alguém deveria começar do começo novamente. Toda a nostalgia do século XX para o socialismo de Estado, para o welfare state da social-democracia, e até mesmo, eu reivindico que tem um pouco disso, mesmo toda a nostalgia por conselhos e democracia direta, deveria ser criticamente analisada. E acrescento, devemos abandonar a tentação eterna, especialmente dos intelectuais de esquerda, da nostalgia por um outro lugar onde as coisas estão realmente acontecendo. Você sabe, nos anos 1930 e 1940, nós podemos estar na merda mas as coisas estão realmente acontecendo na Rússia. O que significa que eu posso continuar com meu trabalho altamente pago na universidade, meu coração está na Rússia. E hoje ocorre da mesma forma. Quando eu era jovem era a China, era Cuba, temo até que posso ofender alguns de vocês, pois hoje vejo a mesma tendência com algumas pessoas lidando com a América Latina, como se “meu Deus, nós podemos novamente sonhar!” Não, nossa única ajuda para Chávez e outros é sermos, quando eles merecem, impiedosamente críticos. É assim que os tratamos seriamente.

Meu segundo ponto: para ser um revolucionário… é muito simples o que quero dizer, eu serei um pouco chato. Eu concordo com Alex [Alex Callinicos], devemos jogar um jogo inocente e simplesmente definir como se pode ser um revolucionário hoje. A primeira tese é que você deve ver o problema principal no próprio capitalismo. O que isso significa? Não no crescimento tecnológico, na manipulação da natureza, não nas políticas autoritárias, inclusive, não no racismo ou sexismo, não na ameaça ecológica, mas na totalidade capitalista. O que significa que, por mais utópico que possa soar – e aqui eu concordo com o que você [Alex Callinicos] já disse –, nós devemos nos manter à superação do capitalismo como nossa última meta, por mais utópico que possa soar. Não para o capitalismo com uma face humana. Assim como nós um dia sonhávamos com socialismo com uma face humana. Sejamos claros, a maioria da chamada esquerda de hoje joga o jogo do capitalismo com uma face humana… “um pouquinho melhor, um pouquinho mais tolerante…” isso não é suficiente, este é o mínimo não negociável de ser um revolucionário hoje: nem capitalismo com uma face humana – e esta face humana pode ter diferentes, bem, faces: mais welfare state, mais tolerância, o quer que queiram – nem – isso pode ser problemático novamente para alguns de vocês – e nem voltar a alguma forma autêntica – talvez agora digamos algo problemático – nem se ela estiver mascarada de uma luta anticolonialista. Apesar do meu respeito, por exemplo, pelos meus amigos latino-americanos, eu não compro essa coisa de que nos incas e nos maias havia alguma forma de democracia direta tribal para a qual nós devemos retornar, não! Nós devemos ser absolutamente modernos.

Utópico – então agora vem meu ponto de chegada – não é apenas um sonho conservador de reconquistar um passado idealizado antes da queda, nem mesmo a imagem do futuro promissor. Não é menos utópica a idéia pragmática liberal de que nós podemos resolver os problemas gradualmente, um a um. Quando nós fazemos perguntas radicais, a resposta geralmente é “as pessoas estão morrendo agora em Ruanda, então esqueça a luta antiimperialista, vamos apenas evitar o massacre.” Ou então: “temos que lutar contra a pobreza e o racismo aqui e agora, vamos esquecer estes debate teológicos sobre o capitalismo global, vamos fazer algo! Pessoas estão passando fome etc.” Como isto funciona, deixe-me citar uma polêmica com um americano, como posso dizer… relativamente, o que quer que isto signifique nos EUA, um americano-progressista-esquerdista-teólogo, John Caputo, que escreveu uma crítica contra mim e Badiou. Eu cito: “Eu ficaria perfeitamente feliz se os políticos nos EUA fossem capazes de reformar o sistema promovendo tratamento de saúde universal, efetivamente redistribuindo a renda, mais equilibrada com um imposto de renda revisado, restringindo efetivamente financiamentos de campanha, garantindo cidadania a todos os eleitores, tratando humanamente trabalhadores imigrantes e efetivando uma política externa multilateral que integrasse o poder americano com a comunidade internacional etc. O que significa dizer que se eles forem capazes de intervir sobre o capitalismo por meio de reformas sérias e abrangentes, se, após realizar tudo isso, Badiou e Zizek reclamam que um monstro chamado Capital ainda nos assombra, eu seria grato em recebê-lo com um bocejo”. Fim da citação.

O problema aqui não é a conclusão de Caputo: se alguém pode alcançar tudo isso pelo capitalismo por que não permanecer no capitalismo? O problema, eu penso, é a premissa utópica que está nas entrelinhas de que é possível atingir tudo isso dentro das coordenadas do capitalismo global. E se os defeitos particulares do capitalismo enumeradas por Caputo não forem distúrbios acidentais, mas estruturalmente necessários? E se o sonho de Caputo for o sonho de universalidade – a universalidade da ordem capitalista – sem os seus sintomas, sem os seus pontos críticos, pelos quais ela verdadeiramente se articula?

Então, novamente, penso que numa situação revolucionária – e eu sinceramente acredito que nós estamos nos aproximando de uma… gostaria de saber se você, Alex, concorda: uma das definições da situação propriamente revolucionária é, enquanto normalmente nós podemos dizer “você é utópico, vamos fazer isto pedaço por pedaço,” a situação revolucionária é uma situação em que precisamente o pensamento realista e pragmático, de aproximação passo a passo, não funciona. Onde esta é a verdadeira utopia. O que isto significa? Significa que embora devamos participar inteiramente em lutas anti-racistas, anti-sexista etc, nós devemos, em cada aliança tática, com a esquerda liberal, – é claro, por exemplo, se há explosões racistas, se há liberais honestos dizendo que nós devemos juntos defender certos valores democráticos, é claro, nós o fazemos – mas também devemos perguntar sobre a sua cumplicidade neste fenômeno. Capitalismo é uma totalidade que por si só gera fenômenos como o fundamentalismo religioso.

Por exemplo, hoje a mídia nos bombardeia com a ameaça fundamentalista islâmica, e então, novamente, somos chantageados pelos liberais, “meu deus, você não vê que as mulheres são circuncisadas ou seja lá o que for e blábláblá, esta não é uma luta justa?”. É claro que até um certo ponto nós devemos participar, mas devemos fazer, entretanto, uma simples pergunta: da onde este assim denominado crescimento do fundamentalismo islâmico vem? Não é o crescimento do islamismo fundamentalista exatamente correlato com o desaparecimento da vida secular em países muçulmanos? Hoje, enquanto o Afeganistão é retratado como o mais extremo país fundamentalista islâmico, quem ainda se lembra… eu lembro, somos infelizmente velhos o suficiente para lembrar que, 30 ou 40 anos atrás, quem acreditaria que era um país com extrema e forte tradição secular, sob um poderoso partido comunista, que tomou poder lá independentemente da União Soviética. Então, meu ponto é: nós devemos sempre lembrar os liberais disto: não se trata de uma tradição antiga e velha que persiste contra a modernização. O Afeganistão se tornou “fundamentalizado” como parte de sua inclusão no capitalismo global. Sua fundamentalização é um produto de ser incluído no capitalismo global. E, como Thomas Frank mostrou, o mesmo vale para Kansas (a versão americana do Afeganistão). Vocês devem se lembrar que nos anos 1970 Kansas era a pedra angular do populismo de esquerda nos EUA. Mesmo antes da guerra civil. John Brown é de Kansas. Toda a luta populista anti-racista tem suas raízes lá. Hoje é a pedra angular do fundamentalismo cristão. Isto não confirma a tese de Walter Benjamin de que todo fascismo é a indicação de uma revolução falhada?

Agora o ponto crucial, a necessidade de reinventar o comunismo também significa que não basta ater-se à idéia comunista. Como Alex apontou [Alex Callinicos], devemos localizar na nossa situação atual tendências que apontam nesta direção, antagonismos concretos que não podem ser resolvidos dentro do espaço do capitalismo global. A situação atual não nos compele a abandonar a noção de proletariado, pelo contrário, nos compele a radicalizar a noção marxista de proletariado – o trabalhador explorado cujo produto é retirado dele de forma a ser reduzido a uma subjetividade sem substância. Deve ser radicalizado para um nível existencial muito além da imaginação de Marx, para o sujeito reduzido para o ponto evanescente quase do cogito cartesiano, privado de todo conteúdo substancial. O que é esta crise ecológica se não uma outra forma de proletarização? Nós estamos sendo privados da substância natural de nossa existência. O que é toda a luta por propriedade intelectual se não uma tentativa de nos privar da substância simbólica de nossas vidas? O que são as manipulações biogenéticas se não uma tentativa de nos privar de nosso legado genético etc. O mesmo vale para habitantes de favelas e outros privados das mais elementares condições de vida, mesmo no nível psicológico, nos chamados sujeitos pós-traumático, os mortos-vivos privados de sua substância.

Então, eu reivindico, nós devemos renovar Marx não por meio de compromissos “Marx era muito utópico, devemos ficar com o capitalismo”, mas empurrando sua noção de proletarização ainda mais longe, estou quase tentado a dizer, de forma desavergonhada, a um materialismo no nível apocalíptico. Eu sou, eu disse isso para Gianni Vatimo e ele advogou este “comunismo fraco”, eu disse pra ele: “eu concordo com você apenas com a condição de você admitir que se o comunismo é fraco, ele precisa de uma polícia ou de um exército forte protegendo ele.” Mas, o que eu concordei com ele é, digamos, uma pessoa apocalíptica fraca, o que significa que eu não acredito nisso de que amanhã isto ou aquilo vai nos matar, mas francamente, eu reivindico que uma análise fria de todo esse processo que eu enumerei – ecologia, biogenética, favelas etc – eles não apontam para um ponto zero quase apocalíptico? Colapso ecológico, redução biogenética de humanos para máquinas manipuláveis, controle digital absoluto sobre nossas vidas etc.

Há vários elementos em nossa experiência pelos quais devemos começar nossa análise, para mim este deveria ser o começo de ser um comunista hoje, localizar essas dimensões da proletarização corrente. Por exemplo, só para lhes dar um exemplo empírico do fenômeno: comida. O que se passa com o mercado de comida? Nós ouvimos falar muito sobre a batalha contra a seca etc, é parte da imagem estética de toda grande companhia, desde o Starbucks declarar que quando você compra seus produtos você ajuda os pobres ou algo assim. Mas o que é menos sabido é que tem algo assustador e silencioso ocorrendo. Vocês sabem o que grandes companhias estão fazendo em países inteiros? Apenas para lhes dar uma idéia do que está ocorrendo enquanto nós não ficamos sabendo disso, vocês sabem que uma resposta para os correntes distúrbios climáticos e econômicos, vocês sabem que grandes países, ou países desenvolvidos, estão agora comprando serialmente ou alugando por noventa e nove anos, tomando controle de grandes partes das terras mais férteis em países do terceiro mundo, diretamente colonizando elas. Por exemplo, eu li recentemente que, aproximadamente, metade das terras aráveis em Madagascar foram recentemente compradas por um conglomerado de empresas sul coreano etc. Quer dizer, novos famintos estão sendo preparados aqui.

E outra coisa – não sei se terei tempo de desenvolver – outra coisa pela qual devemos iniciar nossa análise é o problema: o que se passa com a democracia? Eu reivindico que nossa estratégia perante os liberais não deve ser este velho jogo marxista de “Ó, é apenas uma democracia formal”, mas eles não vêem como a tendência – eu vejo – não é apenas a perda – ok, mais e mais – a radical perda lógica de substância da democracia que está se espalhando do leste para o oeste, o que é poeticamente chamado de “capitalismo com valores asiáticos”. Esqueçam Ásia, acredito que esta é uma tendência geral. Tomem a Itália. Eu mais e mais me convenço de que se você quer analisar a Europa hoje você deve começar com a Itália, onde você tem alguém como Berlusconi que é uma espécie de Jack Nickolson, o Coringa de Batman, no poder. Algo está acontecendo… todos nós rimos dele, mas ele está transformando a democracia em uma performance vazia, as esquerdas entram em colapso completo. Então a lição aqui, nossa lição para os liberais deveria ser: vocês estão cientes de que sem o nosso apoio radical esquerdista vocês não seriam capazes mesmo de proteger o pouco que nós temos de democracia? Com todo o nosso conhecimento prévio de – eu estou aqui sendo conscientemente irônico da intervenção soviética em 68 na Tchecoslováquia – liberais devem ter consciência de que eles precisam de nossa ajuda fraternal para salvar suas próprias idéias. Apenas nós podemos salvá-los.

Mas, como você [Alex Callinicos] apontou, a situação é crítica porque, sim, o capitalismo não funciona, há uma crise etc, mas, para me referir a Naomi Klein, sempre há um perigo, e algo maior que um perigo, de que crises podem ser usadas como terapia de choque. Mesmo para reforçar ideologicamente o sistema. Mas, apenas para concluir, entretanto, eu gostaria de terminar com uma anedota e então com uma pequena história final.

Nós podemos contar com alianças inesperadas nesta luta. O destino de – talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar – Viktor Kravchenko, o diplomata soviético que, em 1944, quando esteve em Nova Iorque, após desertar para o Ocidente, escreveu seu best seller, um famoso memorial: “Eu escolho liberdade”. Vale a pena mencionar aqui. Este livro é o primeiro registro sobre os horrores do stalinismo, começando com uma detalhada apresentação das coletivizações forçadas e da fome em massa na Ucrânia. Onde o próprio Kravchenko participou da coletivização forçada. Mas, e agora vem o mistério, a história conhecida pelo público de Kravchenko acaba em 1949 quando ele triunfalmente ganhou uma grande disputa judicial contra acusadores do império soviético, que inclusive levaram pra corte sua ex-esposa para testemunhar sobre sua corrupção, alcoolismo etc. Então isto é o que é de conhecimento público sobre Kravchenko: o ícone ocidental da Guerra Fria, o primeiro grande anticomunista.

Mas o que é muito menos conhecido é que imediatamente depois desta vitória, quando Kravchenko era saudado em todo o mundo como um herói da Guerra Fria, ele ficou extremamente preocupado com a caça às bruxas anticomunista de McCarthy e propagou avisos de que tal forma de lutar contra o stalinismo corria o risco de começar a se assemelhar ao seu oponente. Ele também se tornou mais e mais consciente das injustiças do mundo ocidental e depois de escrever uma sequência muito menos conhecida para “Eu escolho liberdade”, significativamente intitulada “Eu escolho justiça” – ninguém fala sobre este livro – Kravchenko se engajou em uma cruzada para encontrar um novo e menos explorador modo de organização da produção. Isto o levou – o que é profundamente simbólico – para a Bolívia onde, no final da década de 1950, ele colocou todo o dinheiro ganho com seu best-seller anticomunista em organizar fazendeiros pobres em novos coletivos. Arrasado pelo fracasso de seus esforços, ele se recolheu à vida privada e atirou contra si mesmo no começo dos anos 1960, suicidando-se em sua casa em NY. Seu suicídio foi provocado por seu desespero, não por algum agente da KGB, uma prova de que as denúncias de Kravchenko contra a União Soviética é um genuíno ato comunista de protesto contra injustiça. Nós precisamos de pessoas assim. Pessoas que sendo pelo inimigo vão em frente e vêem onde eles estão e onde nós estamos.

Nos bons e velhos dias – agora vem a infame conclusão, eu os alerto, é realmente suja – nos bons dias do socialismo realmente existente, uma piada era popular entre dissidentes. Uma piada usada para ilustrar a futilidade de seus protestos. Na Rússia do século XV, ocupada por mongóis – esta é a piada – um fazendeiro e sua esposa andavam por uma estrada de terra do campo, um guerreiro mongol em seu cavalo parou ao lado deles e disse ao fazendeiro que iria estuprar sua esposa, ele então pede: “Mas, como tem muita terra no chão, você deve segurar meus testículos enquanto estupro sua esposa, assim eles não se sujarão.” Depois que o mongol terminou seu trabalho e foi embora, o fazendeiro começa a rir e a pular de alegria. A esposa, surpresa, pergunta a ele: “Como você pode pular de alegria depois de eu ser brutalmente violentada?”. E o fazendeiro responde: “Mas eu o peguei! Suas bolas estão cheias de terra!”. Esta triste piada nos mostra a situação da dissidência, eles achavam que estavam fazendo sérios ataques à direção do partido, mas tudo que estavam fazendo era, bem, jogando um pouco de terra nos testículos da direção. Não estão as esquerdas de hoje numa posição similar? Nós achamos que estamos fazendo algo terrivelmente subversivo, mas estamos apenas…

Bibliografia: ZIZEK, Slavoj.  in: slavoj-zizek.blogspot.com . MONTEIRO, Fernando. São Paulo

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Written by Michel Amary

setembro 27, 2010 às 2:31 am

Uma resposta

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  1. Slavoj Žižek (Liubliana, 21 de Março de 1949): sociólogo, filósofo e crítico cultural esloveno. Žižek é conhecido por seu uso da psicanálise em uma nova leitura da cultura popular, e por seu estudos em políticas: fundamentalismo e tolerância, correcção política, subjectividade nos tempos pós-modernos e outros tópicos.

    Michel Amary Neto

    setembro 27, 2010 at 3:13 am


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